Cirurgia

Depoimento: “Coloquei silicone nos seios e tive quatro contraturas em 15 anos. Mas faria tudo de novo”

Conheça a história de Renata, 36 anos, administradora, que colocou silicone nos seios e teve quatro contraturas. Aqui, ela conta como o Dr. Felipe Coutinho ajudou a resolver o problema, e garante que o resultado compensa qualquer contratempo. Confira:

“Eu tinha muito complexo por não ter nada de seio. Eu era magra, alta e bem reta. Nunca pensei em fazer plástica, mas queria muito ter um pouco de mama. Sempre achei bonito, feminino. Eu usava sutiã 36, PP. Com enchimento, pra disfarçar, porque tinha vergonha.

Em 2001, aos 20 anos, resolvi colocar silicone. Pus pouquinho, só 150 ml. Na época, morava em Campinas, e fiz a cirurgia na Unicamp, pelo SUS. Foi usada a prótese de gel texturizada, uma das mais modernas.

Seis meses depois, tive a primeira de várias contraturas. Já saí do hospital com um lado mais inchado que o outro. É muito dolorido, tem febre na região, a mama fica quente… Tentei resolver com remédios, mas a contratura foi piorando.

Um ano depois, voltei na Unicamp com outro médico, e fiz a correção. O médico esterilizou tudo, retirou a contratura e não precisou trocar o silicone. Ela durou de 2002 até 2009.

Mas aí meu corpo começou a criar contratura do outro lado. Não se sabe se é um problema do meu organismo, ou se tive algum trauma.

Ainda em Campinas, procurei outro médico, desta vez pelo convênio. Como já tinham se passado oito anos do primeiro implante e sete da primeira correção, o médico sugeriu trocar as duas próteses e aumentar um pouco. Aumentei pra 250 ml, mas…

Na hora da cirurgia, o médico viu que eu tinha uma pequena fibrose na mama direita, não agressiva. Em vez de tirar essa fibrose, ele só raspou, e trocou as próteses. E a fibrose se transformou em uma contratura agressiva.

Foi aí que comecei a descobrir como funcionava o meu organismo. Fiz de tudo para evitar outra cirurgia: drenagem, ultrassom com radiofrequência, tomava remédio, vitamina E, tudo como mandava o protocolo indicado pela USP para casos como o meu.

Existe uma escala chamada Grau de Backer, que vai de 1 a 4. Quando chega no estágio 4, não tem o que fazer: tem que tirar a prótese e tirar a cápsula. Fiz o tratamento paliativo por dois anos, e por um tempo deu resultado, amenizou. Mas uma hora parou de funcionar. Em 2011, a contratura foi para o nível 4, e tive que operar de novo só o lado esquerdo.

Foi uma cirurgia sofrida, perdi bastante sangue, o médico teve que raspar toda a gordura mamária.

Em 20011 consertamos a mama esquerda, e ela está quieta desde então. Aí, em 2016, a direita voltou a dar problema. Era de 2009, durou 7 anos.

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Nessa época eu já havia me mudado para São Paulo. Minha ginecologista me indicou um mastologista, porque tenho bastante nódulo, que precisa de acompanhamento. A gente não sabe se isso tem relação com a rejeição da prótese, pode ser que sim.

Ele investigou tudo, fez raio X, ultrassom, mas em relação à contratura não tinha o que fazer: era preciso realizar outra cirurgia. Foi ele quem me indicou o Dr. Felipe Coutinho, especializado em reconstrução mamária.

Levei todo o histórico na consulta, tenho tudo desde o primeiro implante. Quando tem uma contratura, é preciso fazer um laudo, que tem que ser enviado pra análise em laboratório. A minha chegou a um centímetro de espessura. Tem uma cor de pérola bonita, rsrs…. Uma vez saí com ela em um saquinho pra levar pro laboratório.

Já na primeira consulta, fazendo análise, o Dr. Felipe perguntou quais foram as próteses de silicone usadas. Falei que era a texturizada, que a direita era brasileira, a esquerda, francesa. Ele falou: “Você tem um histórico grande de contraturas… Desde a primeira correção, ninguém nunca ofereceu a de poliuretano?”.

Esse é um tipo de prótese de silicone antigo, da década de 1970. Como ela é mais rígida, os cirurgiões evitam, porque pode não ficar tão natural. Mas é indicada em todos os protocolos para quem tem contraturas. Fiquei muito chateada, porque nenhum dos médicos nunca me falou disso.

O Dr. Felipe foi muito prestativo, é um excelente profissional. Minha ginecologista costuma brincar com o mastologista dizendo que ele só é bom porque tem o Dr. Felipe na equipe.

Conversamos, levei toda a documentação e marcamos a cirurgia para o Carnaval. Ele e a equipe até aceleraram o processo, me ajudando com o convênio para conseguir pelo menos uma parte do hospital. No fim, o convênio cobriu toda a parte hospitalar.

Só trocamos a direita, concordei com ele que era melhor não mexer na esquerda. Ele retirou toda a contratura, teve que raspar, e tirou a prótese de silicone antiga. Ela estava intacta, só que dobrada ao meio. Depois a gente tentava dobrar e enfiar de volta na contratura, ela não entrava, não cabia. Pra você ver a força que o meu organismo fez.

Dessa vez, a cirurgia foi mais tranquila. Não tenho problema com anestesia, e o pós-operatório também não teve problemas. A única coisa que incomoda é o dreno, que ele deixou por 10 dias. Isso pra reduzir as chances de criar contraturas. Das outras vezes foram só sete dias.

Não sinto nenhuma diferença entre os dois seios. Ele foi bem incisivo na simetria, pra ficar um visual estético 100%. E ficou ótimo. A prótese de poliuretano tem uns 15 ml a mais, para poder ficar igual.

Até hoje as pessoas não sabem que tenho silicone, porque é tão natural e tão pequeno que ninguém percebe.

Só fico rezando para que meu organismo não faça mais isso. Desde 2001, já fiz quatro trocas e um implante. É muita cirurgia em pouco tempo.

Mas mesmo que eu soubesse que ia passar por tudo isso, teria feito de qualquer forma. Porque o bem estar que me trouxe, o benefício psicológico, a autoestima… Eu me sinto mais feminina, mais mulher. Os bônus superam os poucos ônus.”

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