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Rejuvenescimento íntimo, muito prazer: conheça a técnica que promete melhorar a vida sexual das mulheres


Imagine um aparelho que tenha o poder de devolver a elasticidade do canal vaginal, melhorar sua lubrificação, tratar a incontinência urinária e ainda aumentar a sensibilidade durante o sexo, facilitando o orgasmo. Parece bom demais para ser verdade, mas é exatamente o que prometem novos equipamentos de laser e de radiofrequência que estão chegando ao mercado brasileiro.

Qual é melhor?

Assim como aconteceu com o tratamento de rugas e flacidez, os primeiros equipamentos para o rejuvenescimento íntimo usavam o laser para conseguir o efeito desejado. Conhecidos pelos nomes comerciais FemTouch, MonaLisa, Fotona e FemiLift, atuam sobre a mucosa promovendo um aquecimento subcutâneo que faz com que o organismo reaja produzindo colágeno. Pouco depois vieram os equipamentos de radiofrequência, como o ThermiVA, que atuam de forma semelhante, e prometem ir até mais longe. Entre os principais diferenciais da radiofrequência, estão:

– tratamento tanto do canal vaginal quanto dos grandes lábios;

– tratamento da mucosa de forma mais profunda do que o laser, combatendo a flacidez vaginal de forma mais eficiente;

– a paciente pode manter relações sexuais no mesmo dia da aplicação, ao contrário do laser, que exige pelo menos uma semana de abstinência;

– a temperatura é controlada (entre 40 e 45º C), o que não gera desconforto e reduz o risco de queimaduras;

– o aplicador foi desenvolvido exclusivamente para essa área do corpo, o que garante maior conforto durante a sessão.

Como funciona

A aplicação é indolor e dispensa o uso de anestesia. A ponteira de radiofrequência é colocada no canal vaginal e faz disparos de 3 a 5 minutos que aquecem o tecido e a musculatura da região. A mucosa e a musculatura respondem a esse estímulo com uma maior produção de colágeno. Por isso o tratamento leva algumas semanas para atingir seu melhor resultado: a mucosa começa a produzir colágeno até uma semana depois da aplicação, e leva mais duas a três semanas para atingir seu ápice. São indicadas no total três sessões, com intervalos de 3 a 5 meses. Mas o tratamento não é definitivo: é preciso fazer uma manutenção anual.

Para quem é indicado

As alterações hormonais relacionadas ao envelhecimento alteram também o aparelho genital feminino, especialmente depois da menopausa. Muitas mulheres passam a ter sintomas como ressecamento vaginal, perda da libido, dor e até sangramento durante a relação sexual. Em alguns casos, a perda de elasticidade afeta a pelve, o que dificulta o controle da urina, e gera escapes em pequenos esforços – como tossir ou espirrar. Com esses aparelhos, pode-se trabalhar a região da uretra chamada “fasciacervico-pubiana”, diretamente ligada à incontinência urinária. Algumas pacientes passam a controlar a bexiga já na primeira sessão. Mas não são apenas as mulheres na menopausa que se beneficiam do tratamento. A radiofrequência aumenta a circulação sanguínea, o que resulta em aumento da sensibilidade não só do interior da vagina, como também do clitóris e do ponto G. O resultado é não só uma relação sexual mais confortável, mas também muito mais prazerosa.

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