Cirurgia, Cuidados

Saiba a importância da fisioterapia no pós-operatório da cirurgia plástica

Se um bom pós-operatório é de extrema importância em qualquer cirurgia, no caso da plástica ele é fundamental para o sucesso do procedimento. Isso porque algumas complicações comuns, como fibrose e má-cicatrização, podem comprometer o resultado (leia mais sobre segurança na cirurgia aqui). É aí que entra a fisioterapia.

Combinada com drenagem linfática e o uso de ultrassom, a técnica ajuda a diminuir o processo inflamatório causado pela cirurgia, reduz o inchaço (edema), acelera a regeneração dos tecidos e melhora a capacidade respiratória. E tem ainda um componente emocional muito importante.

“Depois da cirurgia, o paciente está inchado, com desconforto, equimoses, e fica um pouco carente”, diz a fisioterapeuta Patrícia Ferreira, da Clínica Dr. Felipe Coutinho. “A fisioterapia e a drenagem trazem conforto e alívio nesse primeiro momento”, completa. E isso independe da cirurgia.

Do aumento da mama à blefaroplastia (cirurgia das pálpebras), todos os procedimentos podem se beneficiar das técnicas. No caso da lipoaspiração, ela é ainda mais importante. Nesse procedimento, a paciente fica mais suscetível a apresentar fibroses – cicatrizes internas que podem ficar endurecidas, tornando a área afetada irregular.

De sessão em sessão

Aqui, a fisioterapia age de forma preventiva, e pode ser feita já na primeira semana de pós-operatório. “A lipoaspiração é o procedimento que normalmente necessita de mais sessões. Começamos geralmente com a drenagem, usando Hirudoid para reduzir as equimoses (manchas roxas). Depois de duas a três sessões, entramos com o ultrassom, sempre associado à drenagem”, explica Patrícia. São indicadas de 15 a 20 sessões.

Já para cirurgias da face, como a blefaroplastia, duas a três sessões muitas vezes são suficientes. Para mamoplastias e abdominoplastia, a indicação é por volta de 10 sessões. “A gente tenta sempre adequar o tratamento em 10 sessões, que é o que as pacientes preferem”, diz Patrícia.

Sono e líquidos

Durante o período de recuperação, os pacientes devem dormir de barriga para cima, o que pode gerar desconforto e dores nas costas. “Por isso massageamos bem a coluna, e às vezes adaptamos algumas posições”, explica Patrícia. Ela ensina alguns truques aos pacientes, como colocar uma almofada embaixo dos joelhos dobrados, para estabilizar a lombar, e rolar o tronco para as laterais, para aliviar a dor.

Também é muito importante que o paciente tome bastante líquido, para ajudar o intestino a trabalhar. Isso porque os remédios podem deixar o intestino preso, especialmente na primeira semana. “A massagem também vai ajudar nesse processo”, diz.

Quem faz?

O tratamento pós-cirúrgico é um procedimento altamente especializado, e, portanto, não pode ser feito por qualquer profissional. “É preciso que o fisioterapeuta tenha experiência na área de pós-operatório, porque ele precisa saber exatamente os pontos que podem ou não ser tocados, quais movimentos são permitidos e a intensidade da drenagem”, diz o cirurgião Felipe Coutinho.

Ele lembra que o manuseio inadequado pode resultar em dor, prolongar o inchaço e reabrir suturas, comprometendo o resultado da cirurgia.

A fisioterapia pós-operatória ajuda a:
– Aliviar dores e hematomas;
– Reduzir edemas;
– Regenerar os tecidos;
– Melhorar a sensibilidade local;
– Evitar a formação de fibrose;
– Melhorar a postura;

– Promover relaxamento;
– Melhorar a circulação veno-linfática;
– Acelerar a cicatrização;
– Voltar mais rapidamente à rotina diária.
 
Quer saber mais? Agende uma consulta na Clínica Dr. Felipe Coutinho e tire todas as dúvidas.

Fonte: SILVA, DB A fisioterapia dermato-funcional como potencializadora no pré e pós-operatório de cirurgia plástica. Fisio&Terapia, 2001;5(28):13-15

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