Beleza, Cirurgia

Segurança máxima: 7 regras para uma cirurgia plástica sem complicações

Desde que o soldado Willie Vicarage passou pelo que é considerada a primeira cirurgia plástica da história, em 1916, essa área da medicina vem se desenvolvendo cada vez mais, especialmente no que se relaciona à segurança dos procedimentos. Isso de deve em grande parte a um maior preparo médico. Além disso, os equipamentos se modernizaram e a temida anestesia evoluiu muito, graças às tecnologias de monitoramento dos pacientes, ao desenvolvimento de novos medicamentos e à capacitação dos médicos.

Mas mesmo com toda essa evolução, a plástica ainda traz alguns riscos ao paciente, como em qualquer outro tipo de cirurgia. Aqui, o Dr. Felipe Coutinho lista 7 regras de ouro para evitar as complicações mais comuns e tornar sua cirurgia plástica o mais segura possível.

1. Escolha um profissional especializado


Você sabia que qualquer médico recém-formado está apto, legalmente, a realizar qualquer tipo de cirurgia? Por isso é fundamental que se faça uma boa pesquisa sobre o profissional a ser escolhido. O primeiro passo é conferir se o médico é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica [http://www2.cirurgiaplastica.org.br/encontre-um-cirurgiao/]. “Para se tornar membro da SBPC, é preciso cumprir dois anos de residência em cirurgia geral e três na plástica, e ainda ser aprovado em provas práticas e teóricas aplicadas pela entidade”, explica o Dr. Felipe Coutinho. Uma pesquisa do Cremesp mostrou que 97% dos médicos processados por problemas relacionados a plásticas não tinham essa especialização. Destes, apenas 2,1% eram cirurgiões plásticos. “Você deixaria um ortopedista te fazer uma cirurgia de coração? É o mesmo caso”, exemplifica. E não confie em profissionais que se dizem “especializados em medicina estética”, já que não existe tal especialização. Evite também empresas de consórcio de cirurgias. Nelas, não há garantia de que o médico que fez o atendimento seja o mesmo que irá fazer a cirurgia ou acompanhar o pós-operatório.A parceria do cirurgião com o paciente deve continuar depois da operação, para garantir seus efeitos por mais tempo e avaliar se o paciente está evoluindo de forma adequada.

2. Faça perguntas e não esconda nada


Antes da consulta com um profissional, faça uma lista das suas dúvidas e inseguranças: detalhes do procedimento, tempo de recuperação, outros profissionais envolvidos, tipo de anestesia a ser usado… E o mais importante: não esconda nada do seu cirurgião, mesmo que para você a informação pareça irrelevante.”Às vezes o paciente está muito ansioso para fazer o procedimento, e esconde que é fumante, por exemplo.Só esse hábito aumenta em até quatro vezes as chances de complicações durante e depois da cirurgia”, exemplifica o Dr. Felipe Coutinho. O ideal é que o paciente pare de fumar pelo menos um mês antes, e se mantenha longe do cigarro pelos próximos três meses.

3. Cuide da sua saúde

 

Fumantes, aliás, estão entre os pacientes que apresentam maiores riscos em qualquer cirurgia. Quem fuma até um maço por dia tem três vezes mais chances de apresentar necrose da pele e gangrena, especialmente em cirurgias da face. Isso porque o cigarro prejudica a microcirculação superficial da pele, comprometendo a cicatrização. O paciente fica também mais suscetível a infecções e tem tendência a tossir com mais frequência, o que pode ‘estourar os pontos’.

Pacientes com problemas cardíacos, hipertensos e diabéticos têm o risco de complicações aumentado, e podem precisar do acompanhamento de um especialista durante o procedimento. Há uma lista de exames que devem ser feitos no pré-operatório, como eletrocardiograma, hemograma completo, coagulograma, glicemia e urina.

É preciso também comunicar ao médico qualquer sinal de gripe, conjuntivite, febre, diarréia, herpes ou infecções que apareçam antes da cirurgia, pois aumentam as chances de complicações. Nesses casos, os procedimentos devem ser adiados até a completa recuperação.

4. Confira as instalações


 

O local onde será realizada a cirurgia está diretamente ligado ao nível de risco. “Para procedimentos mais invasivos, como lipoaspiração, cirurgia de mamas e abdominoplastia, o ideal é que a cirurgia seja feita em um hospital, que oferece mais segurança do que uma clínica”, diz Coutinho. Já procedimentos como colocação de prótese de mama e cirurgia das pálpebras podem ser feitos em clínica, desde que ela esteja adaptada às regulamentações vigentes e conte com estrutura e pessoal habilitados.


5. Controle os medicamentos

Outro cuidado fundamental: falar com seu médico sobre todos os remédios que está tomando. Faça uma lista completa, com especial atenção para o ácido acetilsalicílico, antiinflamatórios e antidepressivos, que podem ser incompatíveis com o anestésico. Anticoncepcionais e hormônios de reposição também devem ser comunicados. Recentemente, descobriu-se que até produtos naturais, como o ginseng, a gingko biloba, a cáscara sagrada e a vitamina E podem interferir na coagulação do sangue, causando hemorragias e atrapalhando a ação da anestesia. Em alguns casos, é preciso suspender o uso do medicamento duas semanas antes da cirurgia. No caso da reposição hormonal, há formas de minimizar o risco de trombose e embolia, com o uso de meias elásticas, massageadores para as pernas e anticoagulantes após a cirurgia.

6. Faça uma coisa por vez

A tentação de aproveitar uma internação para mudar tudo o que incomoda é grande, mas isso deve ser avaliado com muito cuidado pelo cirurgião. Isso porque manter o paciente anestesiado por um longo período pode aumentar os riscos. Legalmente, é permitido tratar até 40% da superfície corporal, e retirar até 7% do peso do paciente na lipoaspiração, mas os médicos mais criteriosos evitam passar da metade desses índices. Deve-se pensar também no pós-operatório: quanto maior for a área tratada, maior o incômodo.

7. Respeite o pós-operatório


O período pós-operatório é tão importante quanto a cirurgia em si. “Não é porque o procedimento terminou que os riscos desapareceram”, afirma o Dr. Felipe Coutinho. Há várias complicações que podem ser evitadas, como infecções, manchas, fibroses e má cicatrização. Depois da cirurgia, o organismo precisa de tempo para se recuperar, já que o sistema imunológico fica debilitado, e o corpo consome mais energia para realizar a cicatrização e a eliminação de líquidos. É preciso respeitar o tempo de repouso, caprichar na alimentação, evitar esforço físico e exposição solar e, em alguns casos, fazer fisioterapia e drenagem linfática. Ignorar essas recomendações pode comprometer o resultado da operação.

Quer mais detalhes sobre como fazer uma cirurgia segura? Marque uma consulta com um dos profissionais da Clínica Felipe Coutinho.

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